terça-feira, 28 de setembro de 2021

Você já foi gentil hoje?

 Se não foi, ainda dá tempo de praticar um ato de gentileza! Piero Ferrucci em seu livro “A Arte da Gentileza” (2004, infelizmente esgotado) afirma que pessoas gentis são mais saudáveis e vivem mais, são mais queridas e produtivas, conseguem ter mais sucesso nos negócios e são mais felizes do que as outras. Em outras palavras, são mais fortes e propensas a levar uma vida muito mais interessante e gratificante do que aquelas que não têm essa característica. Estão mais bem preparadas para enfrentar a vida com toda a imprevisibilidade e a ameaçadora instabilidade que ela oferece.


A prática da gentileza pode ajudar a aumentar tanto a nossa competência pessoal quanto social (dimensões da nossa Inteligência Emocional). E não espere nada em troca por um ato de gentileza, e nem fique se gabando por isto. Ser gentil é da nossa natureza como seres humanos e nos faz bem, simples assim.

Termino citando o próprio Ferrucci (tradução minha):

"A coisa toda é muito simples. Você não precisa escolher entre ser gentil com você ou com os outros. É a mesma coisa."




*** Belo Horizonte, 28 de setembro de 2021

terça-feira, 20 de julho de 2021

Melhore um tiquinho – Reflexões sobre crescimento pessoal

 

A primeira parte do título desta postagem nasceu de uma ideia que tive por volta de junho de 2020, em plena pandemia, quando fazia uma caminhada de máscara num parque perto de casa (conhecido como Parque JK aqui em Belo Horizonte). Esta é uma atividade que aprecio bastante, pois o parque é (até certo ponto, por causa dos cachorros soltos) um lugar seguro que me permite dar voltas ao seu redor de forma despreocupada, deixando a mente solta, e é nestas horas que costumo enxergar a solução para algum problema ou ter a ideia de um novo projeto pessoal e profissional.

Eu pensava nas centenas de sessões coaching (que pessoalmente prefiro chamar de orientação) que já fiz com clientes até hoje, e em como o processo de crescimento pessoal de cada um segue uma espécie de caminho, mesmo que tortuoso e, como tudo o que é humano, complexo. Daí eu pensei na ideia de um programa que, partindo destas sessões e do meu Workshop de Inteligência Emocional, que até então eu tinha ministrado umas três ou quatro vezes, juntasse outros elementos, pudesse ser feito parte em grupo, parte de forma individual, e tivesse uma duração determinada. Nascia a ideia do Programa Melhore!. Assim mesmo, com exclamação no final e sem o tiquinho, por sugestão da Luiza, minha esposa e companheira há mais de 20 anos, que achou que não ficaria um nome atrativo/profissional. E quem é casado aqui sabe, sugestão de cônjuge, em especial mulher, assim como de mãe, é sempre bom a gente obedecer.

Cheguei em casa, liguei o computador e em menos de duas horas tinha uma definição para o programa. Mas não é exatamente dele que quero falar, e sim do que está por trás (a tal da “experiência”) e do que aprendi com as duas turmas iniciais, vamos lá:


1. Todo ser humano quer melhorar, isto faz parte da nossa natureza. Só que muitas vezes nos vemos presos na rotina da vida e deixamos isto um pouco de lado. Às vezes pensamos/justificamos pensando: “Ah, vai exigir muito esforço”, “É caro”, “Já estou com coisas demais no meu prato” ou algo parecido. Esqueça o Programa então. Escolha alguma coisa ou área na sua vida que queira melhorar, ou competência que queira aperfeiçoar, e procure trabalhar nisto, mesmo que sozinho. Você vai se sentir melhor, pode ter certeza.


2. Vender é desafiador para mim, ainda mais não sendo uma pessoa famosa. Somos o tempo todo tão bombardeados por informação, na grande maioria inútil para nós naquele momento (ou pelo menos pensamos assim), que acabamos resistindo a receber informação nova que teremos que processar, ainda mais de uma fonte a princípio desconhecida (eu!), pois achamos que isto vai nos fazer perder tempo. Por isto pensei inicialmente em dar ao programa um foco corporativo. Vender para uma empresa pode ser mais difícil, mas uma venda por si só garantiria a estreia do programa. Fiz umas 20 apresentações (todas via Zoom, por causa da pandemia), defini seis leads promissores e tentei avançar no processo com eles. Não consegui. Como queria muito desenvolver o programa decidi oferecer para pessoas físicas, e depois de bastante trabalho consegui fechar uma primeira turma com nove participantes.


3. Uma vez que as pessoas conhecem o que tenho a oferecer (o programa foi concebido para começar sempre com o Workshop de Inteligência Emocional) e percebem que a turma é um espaço seguro (ou, usando um conceito de Simon Sinek, um “Circle of Safety”/”círculo de confiança”), elas vão se abrindo cada vez mais, e vai se criando um senso de grupo cada vez mais forte.


4. As sessões individuais comigo são muitas vezes transformadoras, para mim e para o aluno, pois podemos ter um tema ou ideia iniciais mas nunca sabemos onde vamos chegar (me lembrei do meu treinamento em coaching com o CTI, que tem “Dance in This moment” como um dos princípios a serem seguidos). Já tive sessão em que o aluno chorava, de forma catártica, de um lado, e eu do outro. E já tive sessão aparentemente burocrática/comum, para ser surpreendido em alguns dias por uma mensagem do participante me comunicando uma grande mudança ou transformação que fez em sua vida por causa daquela nossa conversa.


5. O programa me ajudou a melhorar a minha autoestima, pois eu costumava pensar, mesmo depois de centenas de atendimentos nos últimos oito anos, coisas como: o que eu, um nerd, posso ensinar sobre melhoria de comportamento para qualquer pessoa? Descobri que posso sim ensinar um tiquinho, se o outro estiver disposto a aprender, até porque só consigo ensinar algo que aprendi antes e em que acredito e uso comigo/para mim.


Os desafios para a formação de futuras turmas continuam. Escrevo textos no meu blog, posto vídeos no meu canal no YouTube, divulgo tudo isto nas minhas redes e no meu mailing, mando centenas de mensagens individuais via LinkedIn ou WhatsApp!, mas o retorno (em termos de conversão em alunos) ainda é reduzido. De novo, vender é difícil, ou melhor, desafiador!

Pretendo continuar escrevendo (até penso num livro, agora como autor único, já que fui colaborador em uns cinco ou seis) e fazendo meus vídeos, e focar os projetos profissionais nas áreas em que desenvolvi uma reputação mais duradoura e dos quais não penso em abrir mão, mesmo porque são também parte do meu propósito de vida. E reconheço: apesar de nestes tempos se falar muito em soft skills (ou até mesmo power skills), acho que as pessoas buscam melhorar preferencialmente as suas hard skills, competências mais técnicas que lhes permitam alcançar objetivos mais específicos, ao invés de uma melhoria comportamental genérica e difícil de ser medida através por exemplo da leitura de um currículo (isto aliás explica a enorme procura das pessoas por certificações profissionais em algum tipo de hard skill), mas que pode ser percebida numa entrevista de emprego, como vários ex-clientes de orientação e do próprio Melhore! já me disseram.

Algumas pessoas chegam a dizer que não veem sentido em estudar “estas coisas” (soft skills), pois nasceram “deste jeito” e não irão mudar sua essência. Não se trata disto. Acredito que nossa essência realmente é imutável, mas que podemos (e de certa forma devemos, por nós e pelos nossos entes queridos) sim empreender ao longo da nossa vida uma jornada de crescimento pessoal, com várias paradas para descanso e reavaliação da jornada ao longo do caminho. O casamento e em especial a paternidade deixaram isto muito claro para mim. Sinto que sou hoje uma pessoa melhor do que há 24 anos (quando conheci a Luiza, minha esposa) porque me esforcei para isto, por mim, por ela, pelas minhas filhas, pelos meus pais e mais várias pessoas que possuem grande importância na minha vida, tanto pessoal quanto profissional.

Estaria eu reclamando, ou como diz o ditado popular, “chorando pitangas”, quando falo sobre a (para mim falsa) dicotomia soft x hard skills, que parece fazer a maioria das pessoas priorizar o desenvolvimento de hard skills? Acho que não, mas cabe a você, que me leu até aqui, avaliar e tirar sua própria conclusão. Entendo que a virtude está no meio e que devemos buscar de forma contínua a melhoria pessoal e profissional. Tudo, para cada um de nós, tem o seu tempo, e não há nada de errado nisto. O horizonte muda a cada dia.




#melhore #getbetter


*** Belo Horizonte, 20 de julho de 2021 (e chega de contar dias de isolamento social, porém sem baixar a guarda de jeito nenhum!)

sábado, 3 de julho de 2021

"Líderes se servem por último"

 Este é o título em português de um dos melhores livros sobre liderança que já li até hoje, com uma série de conceitos fáceis de entender e, se você como líder tiver coragem, aplicar na sua empresa. O autor é Simon Sinek (pronuncia-se See-neck).


Um dos conceitos que achei mais interessantes, procuro usar nos meus projetos e recomendo aos meus clientes é o do "circle of safety", ou "círculo de segurança":




Eu por exemplo uso o conceito no meu Programa Melhore!, em três níveis, falo disto aqui:

Programa Melhore! e o "Circle of Safety" de Simon Sinek

(gravei antes de aprender a pronunciar corretamente o sobrenome do Simon).

Sobre o livro, confira aqui:



*** Belo Horizonte, 03 de julho de 2021 (um ano, três meses e 16 dias de isolamento social e contando!)

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Dicas para controle emocional segundo Paul Ekman

Trecho baseado em livro de Paul Ekman e tirado do material do meu workshop sobre Inteligência Emocional - saiba mais sobre o workshop aqui!


Estória:  de manhã cedo, pouco antes de sair, Marcos diz a sua esposa Júlia pouco antes dos dois irem para o trabalho que hoje surgiu um imprevisto e ele não poderá buscar Sofia, filha deles, na escola. Ela, Júlia, precisará fazer isto hoje. Júlia responde, em tom nervoso e com a voz alterada:

 - Por que você não me avisou antes? Hoje à tarde eu tenho uma reunião importante com o meu supervisor!

Júlia não pensou antes de falar, e não escolhe ficar aborrecida com o ocorrido. Mas ficou, e provocou uma reação em Marcos, que responde, também com a voz alterada:

 - Porque você ficou com raiva por causa disto?! Eu não te contei antes porque só me ligaram do escritório avisando de uma reunião de emergência com nosso diretor há 5 minutos, e minha presença é obrigatória!



 Júlia agora sabe que não haveria motivo para ficar irritada com Marcos, mas isto não muda nada. Por que? Porque ela está no que Paul Ekman chama de “período refratário”, que costumo chamar de PR (ou, dependendo da intimidade que tenho com a pessoa, "burrice temporária").

Neste período parece que ficamos “burros”, e só consideramos fatos que validem nosso estado emocional, rejeitando tudo que o contradiga. Este tipo de comportamento é chamado de “confirmation bias”, ou “viés de confirmação”, sobre o qual numa postagem mais antiga, aqui.

Trata-se de uma tendência humana que nos leva a favorecer informação que confirma aquilo em que acreditamos e a rejeitar ou esquecer informação que não confirma nossa crença. Quanto mais forte a crença maior o viés, por isto se queremos estar certos devemos antes de tudo reconhecer que podemos estar errados!

Isto aliás é algo que nos ajuda a entender o enorme clima de polarização que estamos vivendo hoje em dia, mas isto é assunto para uma outra postagem

Mas por que às vezes nos mantemos em PR por muito tempo? As explicações são várias, como:

1. Júlia não dormiu bem a noite passada.

2. Júlia está tendo dificuldades no trabalho e está compensando isto na sua reação a esta situação com Marcos.

3. Júlia e Marcos possuem uma ou mais questões profundas não resolvidas (como por exemplo a decisão de ter ou não outro filho), e Júlia vem alimentando sentimentos negativos com relação a Marcos por causa disto.

4. Isto faz parte do temperamento de Júlia.

5. Júlia está “importando” para esta situação um script de outra parte de sua vida, com alta carga emocional, ao qual recorre em situações que lembram a que gerou o script original, geralmente algo ocorrido há muitos anos. Esta “importação” distorce a realidade, causando reações emocionais inadequadas e ampliando o PR.

Ok, entendi, mas e como faço para quebrar este ciclo e evitar uma briga com meu cônjuge ou outro ente querido?

1. (Ação corretiva) Peça ajuda ao *neocórtex! Como? Procure dar um nome à emoção que está te dominando,  isto irá reativar o seu lado mais racional e te ajudar a refletir sobre o que está acontecendo.


2. (Ação corretiva) Coloque-se no lugar do outro, ou melhor ainda, coloque-se na posição de uma terceira pessoa observando a situação.

3. (Ação corretiva) Pare o que quer que esteja fazendo, olhe para a palma de uma das mãos e respire fundo por pelo menos três vezes.

[NOVO] Enquanto estiver fazendo isto, repita uma palavra ou expressão inventada (sempre a mesma), isto ajuda ainda mais a ativar o seu neocórtex. No filme "Anger Management"/"Tratamento de Choque", uma comédia dirigida por Peter Segal e estrelada por Jack Nicholson e Adam Sandler que recomendo fortemente (no momento está disponível para venda ou aluguel no YouTube,) os nervosinhos usam a palavra "goosfraba", aconselhados pelo seu terapeuta interpretado por Jack Nicholson.




4. (Ação preventiva) Mantenha um diário de emoções. Sempre que passar por episódio de descontrole emocional procure refletir e fazer anotações a respeito. Enriqueça isto com um depoimento das pessoas que presenciaram o episódio. Isto não vai te ajudar na situação atual, mas tende a te ajudar a diminuir cada vez mais o número de episódios.

5. (Ação preventiva) Procure se tornar uma pessoa mais calma e tranquila, praticando meditação, Yoga ou outra atividade associada a mindfulness que ajude a manter o seu equilíbrio emocional. 

6. (Ação preventiva) Ao acordar, procure se colocar em um “humor” (mood) positivo: tome um banho relaxante, coma um belo café da manhã, sem pressa, e diga para si mesmo que hoje será um bom dia!

7. (Ação preventiva) E por último, no caso de importação de um script, procure ajuda de um terapeuta!

Quer um exemplo real de uma pessoa que entrou em período refratário e isto lhe custou caro? Confira este vídeo de pouco mais de dois minutos:

 



Dica de leitura: “A Linguagem das Emoções”, de Paul Ekman. Ajuda DEMAIS na inteligência intrapessoal, em especial na parte de controle emocional.



Gostou e ficou com vontade de fazer o workshop? Inscrições abertas para a turma 07, que irá ocorrer nas noites de 09 a 12 de agosto, maiores informações aqui.




*Neocórtex é, segundo a Teoria do Cérebro Trino de  Paul D. MacLean e apresentada em 1990 no seu livro “The Triune Brain in Evolution: Role in Paleocerebral Functions”, o nosso cérebro racional, que nos permite ter consciência e controlar as emoções, sendo responsável pelas atividades cognitivas, tais como memorização, concentração, auto reflexão, resolução de problemas e processo decisório, dentre outras.

Trata-se de nosso eu consciente, tanto em nível fisiológico quanto emocional. Podemos considerar os cérebros reptiliano e límbico (os outros dois componentes do nosso cérebro como nosso cérebro emocional inconsciente (que passa a ditar as ações quando perdemos o controle das nossas emoções), e o neocórtex como nosso cérebro racional consciente.


*** Belo Horizonte, 03 de junho de 2021 (um ano, dois meses e 17 dias de isolamento social e contando!)



segunda-feira, 8 de março de 2021

Parabéns a todas as mulheres do Mundo!

 Hoje, 8 de março, é o Dia Internacional da Mulher! Eu queria com esta postagem dar meus parabéns a todas as mulheres que foram e/ou são importantes na minha vida ou por quem tenho grande admiração. 


Crédito: UN Women/Yihui Yuan

Como felizmente são muitas eu optei por fazer uma lista de 31 nomes, uma para cada dia do mês (uma lista com 365 nomes ficaria muito extensa!). Para as que me são mais próximas eu listei somente o nome (elas saberão quem são), e para as mais famosas eu listei o nome completo. Segue a lista, em ordem alfabética:

  1. Alice
  2. Amanda Palmer
  3. Angela Merkel
  4. Bet
  5. Bianca
  6. Carla 
  7. Carmen Lúcia
  8. Chloé Zhao
  9. Cláudia
  10. Cléa Mara
  11. Cris Guerra
  12. Dinha
  13. Fátima Bezerra
  14. Fernanda Montenegro
  15. Greta Thunberg 
  16. Holiana
  17. Isa Penna
  18. Isabella
  19. Ivone
  20. Izabella Camargo
  21. Jéssica
  22. Juana Molina
  23. Liu
  24. Lorene
  25. Luciana
  26. Luiza
  27. Malala
  28. Margareth Carneiro
  29. Maria Amin
  30. Maria José
  31. Renata

Dizer o que para estas mulheres neste dia? Eu diria que o mundo é melhor por causa de vocês simplesmente existirem, e pode ser MUITO melhor se vocês tiverem mais espaço para serem ouvidas por nós, homens, e serem SEMPRE tratadas com o respeito que todo ser humano merece, independentemente de gênero, orientação sexual, visão política, raça ou qualquer outra classificação usada para nos dividir. 

Eu que por duas vezes tive o privilégio de ver dois serem humanos se formarem e saírem de dentro do corpo da minha esposa (e foram duas meninas, mais um privilégio!) entendo que, apesar de sermos todos humanos, as mulheres, em especial as mães, possuem uma visão do mundo muito mais completa e empática, pois associam a humanidade às suas crias. Acredito que se todos os países do mundo tivessem uma mulher como chefe de governo existe uma grande probabilidade das guerras acabarem. E neste momento tão difícil das nossas vidas nós, homens, precisamos demais de vocês. Muito obrigado por existirem, e parabéns pela data de hoje!

Um abraço e até a próxima,


*** Belo Horizonte, 08 de março de 2021 (357 dias de isolamento social)

domingo, 28 de fevereiro de 2021

O que li e gostei em 2020

 Quer saber mais sobre o que achei de algum destes títulos? Poste sua pergunta nos comentários que eu respondo.


  • Heath, Chip & Dan. “The Power of Moments”. 
  • Brown, Tim. “Change by Design”. 
  • Diamond, Jared. “Upheaval”. 
  • Rocha, Murilo; Ragazzi, Lucas. “Brumadinho: A Engenharia de um crime”. 
  • Fonseca, Rubem. “Calibre 22”. 
  • Fonseca, Rubem. “Carne Crua”. 
  • Barros, Daniel Martins de. “O lado bom do lado ruim”. 
  • Garcia-Roza, Luiz Alfredo. “A última mulher”. 
  • Barros Filho, Clóvis de. “A Felicidade é Inútil”. 
  • Sant´Anna, Sérgio. “O Homem-Mulher”. 
  • Barros Filho, Clóvis de. “Shinsetsu – O Poder da Gentileza”. 
  • Sant´Anna, Sérgio. “Um Crime Delicado”. 
  • Camargo, Izabella. “Dá um tempo!”. 
  • PMI. “Guia Ágil”. 
  • Massari, Vitor L.. ”Gerenciamento Ágil de Projetos”.
  • Alvim, Maria Lúcia. “Batendo Pasto”. 
  • Gunatillake, Rohan. “Modern Mindfulness”. 
  • Chacra, Guga. “Confinado no front: Notas sobre a nova geopolítica mundial”. 
  • Barros Filho, Clóvis de; Calabrez, Pedro. “Em busca de nós mesmos”. 
  • Chade, Jamil; Manus, Ruth. “10 histórias para tentar entender um mundo caótico”. 
  • Bonder, Nilton. “Cabala e a arte de preservação da alegria”. 
  • Barros Filho, Clóvis de; Pompeu, Júlio. “Tesão de viver”. 

Alguns comentários:

  • Apesar da pandemia (ou na verdade acho que por causa dela) li menos do que em anos anteriores, talvez por ter dedicado um tempo bem maior no desenvolvimento de novo projetos e na adequação da forma de trabalho para o novo cenário. Esta última parte foi mais fácil, já que trabalho a maior parte do tempo em home office desde 2010, mas a transição para as aulas online deu bastante trabalho.

  • Foi o ano em que pela primeira vez, pelo menos desde que passei a registrar minhas leituras regulares em 1999 (pedi a lista anterior, que era em papel), li mais autores em português do que em outras línguas.

  • Foi um ano em que li uma porção razoável de literatura de ficção (romance). Se repararem na lista esta parte foi focada nos autores Rubem Fonseca, Luiz Alfredo Garcia-Roza e Sérgio Sant´Anna, trio que nos deixou em 2020 e vai fazer MUITA falta.


    1. Não existem emoções boas ou ruins. Toda emoção serve a um propósito específico para nossa sobrevivência e bem estar.
    2. Uma coisa ruim, em especial no caso das emoções consideradas negativas, com destaque para raiva, medo e tristeza, é fazer com que estas emoções aumentem através de um processo cognitivo que nos faça (por exemplo) ficar mais tristes porque estamos tristes, o que pode até mesmo levar a um estado depressivo.

Para terminar, listo duas perguntas respondidas pelo Daniel numa revista para a revista "Ela", que vem como encarte nas edições do jornal "O Globo" aos domingos, de 30 de março de 2020. Tomo a liberdade de listar as perguntas aqui porque o link de acesso é exclusivo para assinantes do jornal:

"NO LIVRO, O SENHOR DIZ QUE UMA VIDA FEITA APENAS DE EMOÇÕES POSITIVAS É TÃO PREJUDICIAL À SAÚDE COMO UMA DIETA À BASE DE SORVETE. QUAL O LADO RUIM DA ALEGRIA? 

A vida que busca eterna felicidade é privada de emoções mais complexas. A vida completa tem que ter sorvete, feijoada, salada. Ou seja, inclui alegria, raiva, medo. Se você nunca brigou com o seu melhor amigo é porque a amizade não é realmente profunda. 

O SENHOR AFIRMA QUE A ANSIEDADE NOS PROTEGE DE PERIGOS E A RAIVA NOS PREPARA PARA A BATALHA. Sim. O medo prepara a presa para fugir do predador; a gazela não range os dentes para o leão. Raiva o leão tem do outro leão na disputa de território, de comida. No confinamento, teremos naturalmente muita raiva, na disputa pelo computador, na disputa pelo controle remoto."

Fonte (acesso exclusive para assinantes): "O medo pode nos salvar"


Vídeo "irmão" no meu canal no Youtube


Um abraço e boas leituras em 2021!


*** Belo Horizonte, 28 de fevereiro de 2021 (349 dias de isolamento social)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

"The best is yet to come"

Hoje estou completando 56 anos de uma vida muito bem vivida até aqui. Posso dizer, dentro das minhas referências, que estou muito feliz, e faço questão de responder cada uma das 145 (até agora) 70 mensagens de felicitações recebidas, mais as do LinkedIn e WhatsApp!, só me deem um tempinho.

Há alguns meses eu fiquei várias horas checando minhas mensagens não lidas no LinkedIn e por aqui e respondi algumas dezenas de cumprimentos de anos anteriores. Teve uma que demorei quatro anos para responder (mas acabei respondendo!).
Depois que virei pai (duas filhas, 8 e 11 anos) e passei tudo o que passei em termos de problemas de saúde entre 2015 e 2019 (sempre com a
Luiza Marques
do meu lado) eu me sinto de certa forma revigorado por termos lidado tão bem por aqui com este 2020 tão difícil, e com a expectativa de que o melhor ainda está por vir ("the best is yet to come"). É claro que temos que trabalhar por isto, mas sem que deixemos de apreciar a jornada e a companhia.
Chegou até aqui? Então, quando estiver com um tempinho, confira isto:



*** Belo Horizonte, 28 de janeiro de 2021